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Centro de Arte Moderna da Gulbenkian remodelado abre ao público em setembro
Time:2023-06-07
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Centro de Arte Moderna da Gulbenkian remodelado abre ao público em setembro

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Centro de Arte Moderna da Gulbenkian remodelado abre ao público em setembro

De acordo com a Fundação Calouste Gulbenkian, em comunicado, o renovado edifício do Centro de Arte Moderna (CAM) – um projeto do arquiteto Kengo Kuma, enquadrado pelo novo jardim desenhado pelo paisagista Vladimir Djurovic – irá reabrir portas ao público com um projeto da artista visual Leonor Antunes, a exposição "Linha de Maré" e uma outra dedicada ao artista Fernando Lemos (1926-2019).

Encerrado desde 2020, o CAM, inaugurado em 1983, alberga uma coleção com cerca de 12 mil obras de arte moderna e contemporânea, predominantemente portuguesa, que inclui também obras de artistas estrangeiros.

O programa de abertura, em setembro, incluirá a exposição "Linha de Maré", que apresentará mais de 90 obras de diferentes tipologias artísticas - a maioria das quais inspiradas pelo 25 de Abril de 1974 - uma exposição do artista plástico, fotógrafo e ‘designer’ Fernando Lemos que mostrará a relação da sua obra com o Japão, bem como uma programação de artes performativas com a duração de três dias.

O fim de semana de abertura terá um programa de eventos que inclui performances dos artistas japoneses Ryoko Sekiguchi e Samon Takahashi, e exposições de Go Watanabe e Yasuhiro Morinaga.

A exposição de Leonor Antunes será apresentada na galeria principal do CAM, "com uma instalação imersiva que responde à especificidade arquitetónica do edifício, num projeto intitulado 'Da desigualdade constante dos dias de Leonor'", que pretende "questionar a invisibilidade das mulheres no cânone da história da arte moderna”, como, por exemplo, o trabalho quase desconhecido de Sadie Speight, arquiteta e ‘designer’ britânica que contribuiu para o primeiro projeto de arquitetura do CAM, concebido na década de 1980.

A exposição incluirá também obras da coleção do CAM de artistas mulheres, desde os anos 1960 até à atualidade, escolhidas por Leonor Antunes, "uma apresentação que dá início a uma nova forma de pensar e expor a coleção, convidando artistas para fazerem a curadoria das obras do seu acervo", indicou a fundação.

Sobre este projeto, Leonor Antunes diz, citada no comunicado: “Aceitei o convite de Benjamin Weil para fazer uma curadoria da coleção do CAM em simultâneo com a exposição das minhas obras, que faz sentido à luz da minha prática e também pelo facto de poder estar rodeada de artistas que foram, e continuam a ser importantes para a minha formação enquanto artista".

Benjamin Weil, diretor do CAM, também citado no comunicado, afirmou: "Queremos ser um interface entre os projetos artísticos mais ousados e um público diversificado. Sendo os jardins da Gulbenkian um local muito procurado, concebemos o CAM como um lugar onde as pessoas podem regressar vezes sem conta e incluir a experiência da arte na sua rotina, como fazem com um passeio no parque".

A exposição do artista luso-brasileiro Fernando Lemos irá explorar a sua relação com o Japão nos anos 1960, quando o artista recebeu uma bolsa da Gulbenkian para estudar caligrafia japonesa e aprender técnicas de fotografia.

Os seus desenhos e fotografias serão apresentados, a par de peças de outros artistas da coleção do CAM e de gravuras japonesas da Coleção do Museu Gulbenkian.

Na sequência da aquisição de dois hectares de terreno para alargar o espaço da Gulbenkian para sul, o projeto de renovação do CAM cria uma zona de entrada na instituição, alterando o acesso ao edifício, que passa a fazer-se através de um novo jardim e de uma entrada pela Rua Marquês de Fronteira, indicou a Fundação.

Kengo Kuma reimaginou completamente o anterior edifício de betão, da autoria do arquiteto britânico Leslie Martin, aumentando a sua transparência para sul e acrescentando-lhe uma pala de 100 metros de comprimento, com uma cobertura de grandes telhas de cerâmica brancas.

O átrio transparente liga visualmente o novo jardim ao resto do espaço da Gulbenkian e uma nova galeria de mil metros quadrados acolherá exposições da coleção do CAM, estando ladeada por uma Sala de Desenho dedicada à apresentação da sua extensa coleção de obras sobre papel.

Kengo Kuma trabalhou em colaboração com Vladimir Djurovic, de modo a integrar arquitetura e natureza, desenvolvendo a visão dos arquitetos portugueses Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto para o jardim preexistente, “no sentido de reflorestar os terrenos com vegetação autóctone”.

De António Zambujo a Camané: Maria da Fé homenageada em Lisboa aos 60 anos de carreira

No dia 6 de março, Maria da Fé vai partilhar o palco do S. Luiz com António Zambujo, Camané, Duarte e Francisco Salvação Barreto, intérpretes que atuaram regularmente na casa de fados que fundou, em 1975, de nome Senhor Vinho, em Lisboa, com o seu marido, o poeta José Luís Gordo.

José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Paulo Paz, na viola baixo, são os músicos que vão acompanhar os fadistas.

À Lusa, a fadista, nascida há 81 anos no Porto, disse: "A minha mãe é que queria que eu fosse fadista e me trouxe para Lisboa, aliás mudou-se para cá com o meu pai, pois achava que era em Lisboa que eu faria carreira e assim foi".

Maria da Fé é o nome artístico de Maria da Conceição. A escolha deveu-se ao facto de, quando começou a cantar, existir já uma outra intérprete Maria da Conceição, a criadora de “Mãe Preta” e “Casa Portuguesa”.

A fadista afirmou à Lusa que começar não foi fácil: "Havia a Amália Rodrigues [1920-1999], e não por ela diretamente, mas as pessoas faziam comparações, diziam que eu era a segunda Amália, a herdeira da Amália e isso fragilizou-me. Hoje ultrapassei tudo".

"Para o Museu do Fado era um imperativo prestar homenagem a Maria da Fé, artista maior da história do Fado, que ao longo de mais de mais seis décadas de intensa atividade artística tem sido consensualmente aclamada pelo público e pela crítica. Criadora de inúmeros temas que se enraizaram na história do Fado e no nosso imaginário coletivo, Maria da Fé teve também um papel determinante na formação de várias gerações de artistas de Fado, fazendo da sua casa de fados, o Senhor Vinho, um palco privilegiado para a formação de sucessivas gerações de artistas", disse à Lusa a sua diretora, Sara Pereira.

Maria da Fé é "uma artista ímpar que continua fazer de cada fado, um ato de entrega e gratidão incondicionais", sublinhou Sara Pereira.

Intérprete de êxitos como "Valeu a Pena", "Lençóis de Palha" e “Fado Errado”, Maria da Fé afirmou que "não se deve nunca imitar ninguém, e cada fadista deve procurar criar o seu próprio estilo".

Da carreira recorda várias etapas, entre elas "a ida ao Brasil integrada na Ponte Cultural, que foi extraordinário e é marcante", a participação no Festival de Brugges, na Bélgica, a atuação no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e a estreia no Casino Estoril, em 1962, dois meses depois de se ter mudado para Lisboa.

Afirmando que nunca teve ambição e que foi o impulso da mãe que a fez vir para o fado, Maria da Fé afirmou que, todavia, "não saberia fazer outra coisa" e sente-se orgulhosa quando surgem convites do estrangeiro motivados pelos seus trabalhos discográficos.

"Eu tive uma estrelinha, entrei com o pé direito e a minha mãe que sempre me impulsionou para fazer esta carreira", disse.

"O fado nunca fez mal a ninguém, nem é o fado que faz as pessoas serem malformadas, nem más pessoas, nem serem de má fama", atestou a fadista que considera "muito positivo a forma como as novas gerações encaram atualmente o fado".

A criadora de "Tantos Fados Deu-me a Vida” sublinhou as "grandes mudanças" do tempo em que começou, "em que era mal visto cantar o fado", e como atualmente as carreiras crescem, mas deixa um conselho: "A correr não se vai longe, devagar é que se vai longe".

O lugar cimeiro que hoje ocupa na música portuguesa deve-se ao facto "de ter sido sempre verdadeira".

"Entreguei-me de voz e sentimento, dignifiquei o fado, procurei novos caminhos sem nunca defraudar a tradição que é tudo", rematou a criadora de "Cantarei até que a Voz me Doa".

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